Sobre escalar uma grande montanha e o perigo do desânimo

Por Vladímir Ilich Uliánov, via marxists.org, traduzido por João Victor Oliveira e Gabriel Landi Fazzio

Publicado no Pravda, em fevereiro de 1922, sob o título “Notas de um Publicista: Sobre escalar uma grande montanha; O perigo do desânimo; A utilidade do comércio; Atitudes em direção ao Menchevismo, etc.” [1] Este artigo é reiteradamente citado por Slavoj Žižek, relembrando as palavras de Samuel Becket: “Tente mais uma vez. Fracasse mais uma vez. Fracasse melhor.” (vide o artigo: “A situação é catastrófica, mas não é grave”).


I

Por exemplo

Vamos imaginar um homem escalando uma montanha muito alta, íngreme e até agora inexplorada. Vamos assumir que ele superou dificuldades e perigos sem precedentes e foi bem sucedido em alcançar um ponto mais alto que qualquer um de seus predecessores, mas ainda não atingiu o cume. Ele se encontra em uma posição onde não apenas é difícil e perigoso prosseguir na direção e ao longo do caminho que ele escolheu, mas positivamente impossível. Ele é forçado a dar um passo atrás, descer, procurar outro caminho, mais comprido, talvez, mas o único que irá permitir-lhe chegar ao cume. A descida da altura que ninguém antes havia alcançado prova, talvez, ser mais difícil e perigosa para nosso viajante imaginário do que a subida – é mais fácil escorregar; não é tão fácil escolher um lugar para apoiar o pé; não é algo tão excitante quanto  aquilo que se sente ao subir, direto ao objetivo, etc. É preciso dar um nó na corda em torno de si mesmo, gastar horas com todo o material de escalada para escavar apoios para os pés ou uma projeção na qual a corda possa ser amarrada firmemente; é preciso mover-se a passos de lesma, e mover-se para baixo, descendo, distante do objetivo; e não se sabe onde essa descida extremamente perigosa e dolorosa vai terminar, ou se há um desvio minimamente seguro por onde se possa subir mais corajosamente, mais rapidamente e mais diretamente ao cume.

Dificilmente seria natural supor que um homem que tivesse escalado até uma tal altura sem precedentes, mas encontrou-se nesta posição, não teve seus momentos de desânimo. Com certeza esses momentos seriam muito mais numerosos, mais frequentes e difíceis de enfrentar se ele ouvisse as vozes daqueles abaixo, que, através de um telescópio e a uma distância segura, estão assistindo sua descida perigosa, que não poderia nem mesmo ser descrita como o que as pessoas de Smena Vekh [2] chamam de “ascendendo com os freios puxados”; freios pressupõem um bem projetado e experimentado veículo, uma rodovia bem preparada e ferramentas previamente testadas. Nesse caso, entretanto, não há veículo, rodovia, absolutamente nada que já tenha sido testado de antemão.

As vozes abaixo soam com um tom malicioso. Elas não escondem isso; elas gargalham alegremente e gritam: “Ele cairá em um minuto!” Outros tentam esconder suas risadas maliciosas e se comportam mais como Judas Golovlyov. [3] Eles gemem e erguem seus olhos para o céu com tristeza, como se estivessem dizendo: “Nos entristece profundamente ver nossos medos justificados! Mas não fomos nós, que gastamos todas as nossas vidas trabalhando um plano criterioso para escalar essa montanha, que demandamos que a ascensão tivesse sido prorrogada até que nosso plano estivesse completo? E se nós tão veementemente protestamos contra tomar esse caminho, que esse lunático agora está abandonando (olhe, olhe, ele voltou atrás! Ele está descendo! Um simples passo está lhe exigindo horas de preparação! E ainda assim nós fomos completamente assediados quando uma e outra vez nós demandamos calma e prudência!), se nós tão fervorosamente censuramos esse lunático e alertamos todo o mundo contra imitá-lo e ajudá-lo, nós fizemos pela nossa devoção ao grande plano de escalar a montanha, e com o objetivo de impedir que esse grande plano fosse desacreditado no geral!”

Felizmente, nas circunstâncias que descrevemos, nossos viajante imaginário não pode ouvir as vozes dessas pessoas que são “verdadeiros amigos” da ideia da escalada; se ele ouvisse, provavelmente iria nauseá-lo. E a náusea, como é dito, não ajuda ninguém a manter uma cabeça limpa e um passo firme, particularmente em altas altitudes.

II

Sem metáforas

Uma analogia não é uma prova. Toda analogia é falha. Essas são verdades comuns e incontroversas; mas não seria prejudicial resgatá-las a fim de evidenciar os limites de toda analogia.

O proletariado russo levantou-se a uma altura gigantesca em sua revolução, não apenas quando comparado com 1789 e 1793, mas também quando comparada com 1871. Nós precisamos ter noção daquilo que nós fizemos, tão clara e concretamente quanto possível. Se nós fizermos isso nós seremos capazes de manter a cabeça limpa. Nós não sofreremos de náusea, ilusões ou desânimo.

Nós concretizamos a revolução democrático-burguesa mais completamente do que jamais havia sido feito antes em qualquer lugar no mundo. Isso é uma grande vitória, e nenhum poder no mundo pode nos despojar dessa vitória.

Nós realizamos a tarefa de sair da mais reacionária guerra imperialista de um modo revolucionário. Isso, também, é uma vitória da qual nenhum poder no mundo pode nos despojar; é uma vitória que é tanto mais valiosa pelo motivo de que massacres imperialistas reacionários serão inevitáveis no não tão distante futuro se o capitalismo continuar a existir; e os povos do século XXI não se satisfarão com uma segunda edição do “Manifesto da Basiléia”, com o qual os renegados, os heróis das Internacionais Segunda e Segunda-E-Meia enganaram a si mesmos e aos trabalhadores de 1912 e 1914-18.

Nós criamos um estado de tipo soviético e por isso nós inauguramos uma nova era da história mundial, a era da dominação política do proletariado, que deverá suceder a era da dominação burguesa. Ninguém pode nos despojar disso, apesar de que o estado de tipo soviético apenas terá seus toques finais dados com o auxílio da experiência prática da classe trabalhadora de diversos países.

Mas nós ainda não terminamos de construir sequer as fundações da economia socialista e as potências hostis do capitalismo moribundo podem nos despojar disso. Nós devemos ter isso claro e admiti-lo francamente; pois não há nada mais perigoso que ilusões (e vertigem, particularmente em altas altitudes). E não há absolutamente nada de horrível, nada que deva dar um fundamento legítimo para o menor desânimo, em admitir essa verdade; pois nós sempre urgimos e reiteramos a verdade elementar do marxismo – de que as forças conjuntas dos trabalhadores de vários países avançados são necessárias para a vitória do socialismo. Nós permanecemos sozinhos em um país atrasado, um país que foi mais arruinado que outros, mas nós conquistamos um grande resultado. Mais do que isso – nós preservamos intacto o exército das forças proletárias revolucionárias; nós preservamos sua habilidade de manobra; nós mantivemos a cabeça no lugar e podemos calcular sobriamente onde, quando e quão longe retroceder (a fim de seguir mais adiante); onde, quando e como trabalhar para concluir o que permaneceu incompleto. Estão condenados aqueles comunistas que imaginam ser possível finalizar um empreendimento tão inaugurador de uma época como completar as fundações de uma economia socialista (particularmente em um país de pequenos camponeses) sem cometer erros, sem recuos, sem inúmeras alterações naquilo que está incompleto ou feito de maneira errada. Comunistas que não têm ilusões, que não dão espaço ao desânimo e que preservam sua força e flexibilidade “para começar do começo” de novo e de novo, lidando com uma tarefa extremamente difícil, não estão condenados (e tem toda ah probabilidade de não perecer).

E ainda é menos permissível para nós darmos espaço para um mínimo lapso de desânimo; temos ainda menos motivos para tanto pois, a despeito da miséria, pobreza, atraso e fome prevalecendo em nosso país, na ciência econômica [economics] que prepara o caminho para o socialismo nós começamos a fazer progresso, enquanto lado a lado conosco, em todo o mundo, países que são mais avançados, e várias vezes mais ricos e militarmente mais fortes, estão ainda retrocedendo em sua própria vaidosa, familiar, economia capitalista, na qual eles trabalharam por séculos.

III

Caçando raposas; Levi e Serrati

A maneira a seguir é dita como a mais confiável de caçar raposas. A raposa que está sendo encurralada é cercada a uma certa distância com uma corda que é colocada a uma certa altura de uma terreno cheio de neve em que são colocados pequenas bandeiras vermelhas. Temendo esse óbvio artífice humano, a raposa irá emergir apenas onde uma abertura é permitida entre as bandeiras; e o caçador estará esperando justamente na abertura. Alguém acharia que prudência seria o traço mais marcante em um animal que é caçado por todo mundo. Mas o que aparece nesse caso é que também “virtudes indevidamente prolongada” são um erro. A raposa é pega justamente por ser excessivamente cautelosa.

Eu devo confessar um erro que cometi no Terceiro Congresso da Internacional Comunista também como resultado de excessiva cautela. No Congresso estava eu no flanco da extrema direita. Eu estou convencido que era o único lugar correto para ser estar, pois um grande (e influente) grupo de delegados, encabeçados por vários camaradas alemães, húngaros, e italianos, ocupava uma posição desordenadamente “de esquerda” e incorretamente de esquerda, com demasiada frequência, em vez de pesar sobriamente a situação que não era muito favorável à ação revolucionária imediata e direta, eles se entregavam vigorosamente ao acenar das pequenas bandeiras vermelhas. Movido por cautela e pelo desejo de prevenir que esse indubitável desvio em direção ao esquerdismo desde desse uma falsa direção para toda a tática da Internacional Comunista, eu fiz tudo o que pude para defender Levi. Eu sugeri que talvez ele tenha perdido a cabeça (eu não neguei que ele tinha perdido a cabeça) porque ele estava muito amedrontado pelos erros dos esquerdistas; e eu argumentei que houveram casos de comunistas que perderam suas cabeças “encontrando-as” de novo posteriormente. Mesmo quando admitindo, sob pressão dos esquerdistas, que Levi era um Menchevique, eu disse que essa admissão não resolvia a questão. Por exemplo, toda a história dos 15 anos de luta entre os Mencheviques e Bolcheviques na Rússia (1903-17) prova, assim como as três revoluções russas também o provam, que, em geral, os Mencheviques estavam absolutamente errados, de fato, agentes da burguesia no movimento da classe trabalhadora. Esse fato é incontroverso. Mas esse fato incontroverso não elimina outro fato de que em casos individuais os Mencheviques estiveram certos e os Bolcheviques errados, como, por exemplo, na questão sobre o boicote da Duma de Stolypin, em 1907.

Oito meses se passaram desde o Terceiro Congresso da Internacional Comunista. Obviamente, nossa controvérsia com os esquerdistas está agora ultrapassada; os eventos a resolveram. Provou-se que eu estava errado sobre Levi, porque ele definitivamente demonstrou que tomou o caminho Menchevique não acidentalmente, não esporadicamente, não por “estar indo longe demais” no combate aos grandes erros dos esquerdistas, mas deliberadamente e permanentemente, por conta de sua própria natureza. Ao invés de honestamente admitir que lhe era necessário apelar por readmissão ao partido após o Terceiro Congresso da Internacional Comunista, como qualquer pessoa que temporariamente perdesse a cabeça quando irritado por alguns equívocos cometidos pelos esquerdistas deveria ter feito, Levi começou a realizar manobrar escusas contra o partido, dificultar seu trabalho, isto é, ele na verdade começou a servir àqueles agentes da burguesia, à Segunda e à Segunda-e-Meia Internacional. É claro, os comunistas alemães estavam bastante certos quando retaliaram a isso recentemente, expulsando muito mais senhores de seu partido, aqueles que se descobriu estarem secretamente ajudando Paul Levi em sua nobre ocupação.

O desenvolvimento do Partido Comunista Alemão e Italiano desde o Terceiro Congresso do Comintern demonstrou que os erros cometidos pelos esquerdistas no Congresso foram notados e estão sendo retificados – pouco a pouco, lentamente, mas firmemente; as decisões do Terceiro Congresso da Internacional Comunista estão sendo lealmente executadas. O processo de transformar o velho tipo de partido parlamentar europeu – que de fato é reformista e apenas levemente pintado com cores revolucionárias – em um partido de novo tipo, em um genuinamente revolucionário, genuinamente partido comunista, é extremamente árduo. Isso se demonstrou claramente, talvez, pelo exemplo da França. O processo de mudar o tipo do trabalho partidário na vida cotidiana, de tirá-lo da monotonia; o processo de converter o partido na vanguarda do proletariado revolucionário sem permitir-lhe que se divorcie das massas, mas, ao contrário, ligando-o mais e mais próximo a elas, imbuindo-lhe consciência revolucionária e erguendo-os para a luta revolucionária, é muito difícil, mas da maior importância. Se os comunistas europeus não tomam vantagem dos intervalos (provavelmente muito curtos) entre os períodos de particular intensidade das batalhas revolucionárias – como aconteceu em muitos países capitalistas da Europa e da América em 1921 e no começo de 1922 – com o propósito de resgatar essa reorganização fundamental, interna e profunda de toda a estrutura de seus partidos e de seu trabalho, eles estarão cometendo o mais grave dos crimes. Felizmente, não há motivos para temê-lo. O silencioso, firme, calmo, não muito rápido, mas profundo trabalho de criar um partido comunista genuíno, genuínas vanguardas revolucionárias do proletariado, começou e está prosseguindo na Europa e na América.

Lições políticas tomadas mesmo da observação de questões tão triviais como caçar raposas provam ser úteis. Por um lado, cautela excessiva conduz a erros. Por outro lado, não deve ser esquecido que se dermos espaço a meros “sentimentos” ou indulgência com esse balançar das pequenas bandeiras vermelhas ao invés do balanço sóbrio da situação, cometeremos erros irreparáveis; iremos perecer onde não há necessidade para, apesar das dificuldades serem grandes.

Paul Levi agora quer cair nas graças da burguesia – e, consequentemente, de seus agentes, a Segunda e Segunda-e-Meia Internacionais – por republicar precisamente aqueles escritos da Rosa Luxemburgo em que ela estava errada. Nós podemos responder a isso com a citação de duas linhas de uma boa e antiga fábula Russa [4]: “Águias podem voar abaixo das galinhas, mas galinhas jamais voarão tão alto quanto águias”. Rosa Luxemburgo estava errada na questão da independência da Polônia; ela estava errada em 1903, em sua avaliação dos Mencheviques; ela estava equivocada sobre a teoria da acumulação do capital; ela estava equivocada em Julho de 1914, quando, com Plekhanov, Vandervelde, Kautsky, e outros, ela advogou unidade entre os Bolcheviques e Mencheviques; ela estava errada no que escreveu na prisão, em 1918 (corrigiu a maioria desses erros ao final de 1918 e no começo de 1919 após ser libertada). Mas, apesar de seus erros, ela foi – e permanece para nós – uma águia. E não apenas os comunistas de todo o mundo celebram sua memória, mas sua biografia e suas obras completas (a publicação das quais os comunistas alemães estão desordenadamente atrasando, o que pode ser parcialmente motivada pelas tremendas perdas que estão sofrendo em sua luta severa) servirá como úteis manuais para treinar várias gerações de comunistas em todo o mundo. “Desde 4 de Agosto, 1914,[5] Social-Democratas alemães se tornou um fétido cadáver” – essa declaração irá fazer o nome Rosa Luxemburgo famoso na história do movimento das classe trabalhadora internacional. E, é claro, na retaguarda do movimento da classe trabalhadora, entre os montes de esterco, galinhas como Paul Levi, Scheidemann, Kautsky e toda essa fraternidade irão rir sobre os erros cometidos pelos grandes comunistas. A cada homem o que é seu.

Quanto a Serrati, ele é como um ovo podre, que explode com um ruído alto e com um cheiro excepcionalmente pungente. Não é brilhante, deixar ser aprovada em “seu” congresso uma resolução que declara a prontidão a se submeter à decisão do Congresso da Internacional Comunista; então enviar o velho Lazzari ao Congresso, e finalmente, trapacear os trabalhadores tão descaradamente como um vendedor de cavalos? Os comunistas italianos que estão construindo um verdadeiro partido revolucionário do proletariado na Itália agora estarão aptos a dar às massas trabalhadoras uma lição objetiva em matéria de trapaça política e Menchevismo. O efeito repelente e proveitoso disso não será sentido imediatamente, não sem várias lições objetivas repetidas, mas será sentida. A vitória dos comunista italianos está assegurada se eles não se isolarem das massas, se eles não perderem a paciência no trabalho duro de expor todas as falcatruas de Serrati aos trabalhadores ativos de um modo prático, se eles não cederem à tentação muito fácil e perigosa de dizer “menos a” sempre que Serrati disser “a”, se eles treinarem constantemente as massas para adotar uma visão de mundp revolucionária e prepará-las para a ação revolucionária, se também tomarem vantagem prática das lições objetivas práticas e magníficas (embora caras) do fascismo.

Levi e Serrati não são característicos por si mesmos; eles são característicos do tipo moderno da extrema esquerda da democracia pequeno-burguesa, do “outro lado” do campo, do campo dos capitalistas internacionais, do campo que está contra nós. Todo o campo “deles”, de Gompers a Serrati, está se gabando, exultantes, ou então derramando lágrimas de crocodilo sobre nosso recuo, nossa “descida”, nossa Nova Política Econômica. Deixem se gabar, deixem performar suas palhaçadas. A cada homem o que é seu. Mas nós não devemos portar nenhuma ilusão ou deixarmo-nos levar pelo desânimo. Se nós não temos medo de admitir nossos erros, nem medo de fazer esforços repetidos para corrigi-los – nós revemos chegar ao topo da montanha. A causa do bloco internacional de Gompers a Serrati está condenada.


Notas

[1] Esse artigo não foi finalizado.

[2] Smena Vekh é o título de uma coletânea de artigos publicados em 1921 em Praga e depois nome de um jornal publicado em Paris de outubro de 1921 a março de 1922. Foi o porta-voz dos defensores de uma tendência sócio-política que surgiu entre os intelectuais emigrados brancos em 1921 e foi apoiada por parte da antiga intelligentsia burguesa que não emigrou por várias razões.

Um certo renascimento dos elementos capitalistas na Rússia soviética após a implementação da Nova Política Econômica serviu como base social para essa tendência. Quando seus seguidores viram que a intervenção militar estrangeira não poderia derrubar o domínio soviético, começaram a advogar a cooperação com o governo soviético, esperando uma regeneração burguesa do estado soviético. Eles consideravam a Nova Política Econômica uma evolução do domínio soviético em direção à restauração do capitalismo. Alguns deles foram preparados lealmente para cooperar com o governo soviético e promover o rejuvenescimento econômico do país. Posteriormente, a maioria deles abertamente ficou do lado da contra-revolução.

Uma característica dessa tendência é dada por Lenin neste volume (ver pp. 285-86).

[3] Judas Golovlyov – proprietário de terras e personagem principal da família Golovlyov de M. Y. Saltykov-Shchedrin. Ele foi chamado Judas por seu fanatismo, hipocrisia e insensibilidade. O nome Judas Golovlyov se tornou sinônimo desses traços negativos.

[4] Essa é uma referência a fácula “A Águia e as Galinhas” de Ivan Krylov

[5] No Reichstag, em 4 de agosto de 1914, a facção social-democrata votou com os representantes burgueses a favor de conceder ao governo imperial créditos de guerra no valor de 5.000 milhões de marcos, aprovando a política imperialista de Guilherme II.

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