“Recriar a escola pública”: o clichê nos discursos educacionais

Por Thiago Moreira — professor da prefeitura de São Paulo, pedagogo e mestre em educação pela Universidade de São Paulo.

Há um certo jogo retórico, muito comum em nossos debates educacionais, que relacionam ideias sobre educação e a sua relação com as instituições escolares de uma maneira muito curiosa. Nesse jogo, um especialista é capaz de decretar a falência da escola — em geral, a pública —  a partir da determinação de sua ineficácia em atingir determinados objetivos educacionais.O pressuposto é de que há certo descompasso entre um modelo de educação ideal e o que as instituições escolares são capazes de oferecer, uma vez que seriam centradas apenas em transmitir conteúdos fragmentados a partir de uma relação hierárquica entre adultos e crianças. E é aí que as escolas privadas — eufemismo utilizado para denominar os estabelecimentos comerciais de ensino — entram em cena: elas seriam a prova empírica de que uma outra educação é possível. O fato de que esses estabelecimentos oferecem um serviço educacional personalizado e cobrem mensalidades que variam entre três e dez salários mínimos é tomado por esses especialistas como mera contingência, um detalhe que pode ser ignorado.

É exatamente o que faz, por exemplo, Helena Singer, conhecida defensora da inovação em educação, ao falar sobre a escola pós-pandemia (1).

“Chegamos, então, ao pilar mais evidentemente erodido do sistema escolar pela pandemia: a organização dos tempos e espaços. Ela expôs com clareza o caráter massificador da estrutura baseada em salas de aula com 30, 40 ou mais estudantes em prédios que reúnem centenas deles. Agora todos chamam isso de aglomeração. Nada menos propício aos processos educativos. Precisamos de uma estrutura que garanta a interação pessoal educador-estudante, o acompanhamento individualizado das aprendizagens e, ao mesmo tempo, a experiência coletiva da construção do bem comum, do diálogo, da convivência, do cuidado com o outro, da diversidade.”

A autora não deixa claro em seu texto, mas o sistema escolar com pilares erodidos refere-se à escola pública (ou alguém imagina que ela reivindica a necessidade de renovação, com ampla participação pública, dos projetos privados da Waldorf, Vera Cruz, Escola Da Vila, Santa Cruz, Madre Cabrini, Rio Branco ou Dante Alighieri?).  Seu suposto defeito incorrigível é não oferecer um atendimento individualizado, deixando de atender os desejos e interesses dos estudantes, incapaz, portanto, de garantir a experiência coletiva de construção do bem comum. E esse é o ponto que me interessa nessa discussão: Singer elabora sua crítica à escola pública sem nomeá-la, sem mencionar sequer um exemplo material daquilo que critica. Recorre a uma imagem abstrata do que seria a escola pública, aplicando-a a toda e qualquer escola que não reze por sua cartilha. Supõe, assim, que para ser compreendida por seus interlocutores, basta mencionar um sistema de ensino massificado, obsoleto e inadequado para justificar a necessidade urgente de que seja refeito sob novos pilares.

O professor Flávio Brayner refere-se a esse recurso retórico em um artigo no qual analisa o papel dos clichẽs no discurso educacional:

“Esse recurso não tem a intenção de facilitar a compreensão, mas sim de estabelecer um pacto de cumplicidade em que, pelo uso de vocabulário ideologicamente familiar e frases de recepção fácil e previsível, estabelece-se uma relação (aliás, muito pouco crítica!) de identidade entre quem produz e quem consome frases e ideias de digestão rápida (o clichê).”

Com esse mecanismo, nos diz Brayner, o clichê é apresentado na forma de um conceito que dispensa explicações, pois é compreendido por todos aqueles que compartilham o vocabulário interno de determinado campo do saber. Cria-se, assim, a impressão de que estamos todos em um terreno comum, num horizonte de significados com o qual nos identificamos logo de saída. E o enunciador determina qual é o terreno no qual jogaremos o jogo das significações das expressões e dos conceitos. “Em resumo: ele nos instala numa área semântica proposta pelo próprio enunciador”.

Por isso, Singer não precisa dizer o nome do objeto de sua crítica e ele pode aparecer sob a forma dos eufemismos mais comuns: o sistema escolar, a velha escola, o modelo de ensino. Sempre obsoleta, ultrapassada, descompassada com as demandas do presente, massificada e homogẽnea. Sempre incapaz de realizar um determinado projeto educacional e passível da intervenção dos diversos atores sociais interessados nessa reconstrução. O caminho é simples:

“A urgência de transformação que a pandemia traz deve orientar agora os esforços no sentido de reconhecer, valorizar e multiplicar as escolas que existem sobre outros pilares e de refletir coletivamente sobre os muitos aprendizados da pandemia.”

A fórmula apresentada — que não é nova e tampouco foi inventada por Singer — é simples:  há aspectos da escola pública que não favorecem um certo modelo educacional, praticados e valorizados por certos grupos sociais. Desconhecendo por completo a realidade de nossas escolas, o que resta é reduzir a complexidade do real a alguns elementos genéricos, recorrendo a imagens já batidas da escola. Estabelecido o acordo de que a escola pública precisa ser refeita, basta apresentar o modelo ideal, representado por determinadas escolas, essas sim, construídas sobre os pilares corretos, plurais, com atendimento personalizado e que não se organizam como a escola pública. E tudo se passa como se a única diferença entre as escolas públicas e privadas fosse determinado conjunto de princípios e objetivos — os supostos pilares de sustentação. Ignora-se, por exemplo, que um diretor de uma escola pública não escolhe os profissionais de uma escola. Tampouco as escolas podem se dar ao luxo de escolher seus alunos. A relação que esses dois atores estabelecem com a instituição não é, de forma alguma, igual nas instituições privadas. É fácil, por exemplo, determinar a forma de trabalho docente em uma escola privada: quem não se adequa, é demitido. E as mensalidades são um filtro bastante eficiente para selecionar quem são os alunos que terão o direito de frequentá-las — e se não bastar, há sempre a possibilidade de um exame de admissão. Além disso, é importante considerar o fato de que a rede pública no Brasil atende 80% das matrículas e que, nas áreas rurais, esse número chega a 99% — de acordo com dados do Censo escolar de 2019. Como é possível, então, que a escola pública possa ser tratada como um sistema homogêneo, em oposição a certos modelos de educação privados, tidos como plurais? Qual a pluralidade de uma instituição de ensino que escolhe a dedo seus profissionais e alunos? Como foi possível que aceitássemos a ideia de que o verniz aplicado nos serviços oferecidos por esses estabelecimentos comerciais pudessem condizer com a realidade?

Assim, Helena Singer é tomada, aqui, como um exemplo desse modelo que determina o tom dos debates educacionais há décadas em nosso país. De acordo com essa fórmula, é possível criticar a educação pública a partir de uma ideia abstrata do que são as nossas escolas, ignorando sua especificidade e utilizando, para isso, critérios que, embora bastante difundidos, não são uma unanimidade nem no campo da educação e nem na sociedade de modo geral. Os objetivos da educação pública são objeto de muitas disputas, das quais participam atores sociais diversos: professores e demais profissionais da área, alunos e suas famílias, administradores públicos, especialistas de diversas áreas e, é claro, setores interessados na fatia de 80% do que consideram um mero mercado consumidor. Como a melhor propaganda é aquela que não se diz uma, encontramos esse tipo particular de pensador, cujo objetivo não é apenas contribuir com o debate, mas também vender uma ideia do que seria educação, de como os profissionais deveriam trabalhar e, claro, oferecendo o manual de instruções dessa reforma. E tudo isso sem deixar claro quem representa ou a que veio.

O problema com o uso dos clichês, nos diz Brayner, é que eles criam uma atmosfera de familiaridade e nos faz crer que o mundo designado por eles corresponde, de fato, à realidade. Somos, então, capturados por uma lógica simplista que, se apresentando com ares de sofisticação, nos poupa da tarefa de pensar, nos incapacitando de elaborar qualquer resposta que se afaste desse campo semântico comum. É assim que nós, profissionais da escola pública, passamos a aderir de forma acrítica à ideia que reduz a pluralidade de nossas experiências a um sistema massificado e homogêneo.

Ora, quem vive o cotidiano de uma escola pública sabe bem que ela é composta por muito mais do que um currículo fragmentado e algumas aulas oferecidas a um conjunto de corpos imobilizados na carteiras, como supõe Singer. Como afirma Inès Dussel, a escola é uma montagem provisória de pessoas, artefatos e práticas que não se limita às paredes ou regras de funcionamento, mas se constitui a partir de uma complexa rede de relações dos sujeitos entre si e destes com a instituição. Sua provisoriedade se dá justamente pelo fato de que, neste espaço, nada é inteiramente definitivo e está sempre pendente do acordo de muitos. Pessoas diferentes, com suas visões de mundo, de educação e seus modos particulares de realizar o ofício docente. Pessoas que não agem sobre matéria morta, mas que se dirigem a outros sujeitos, interpelando-se constantemente. Não há homogeneidade possível nesse contexto. Há ainda o fato adicional de que uma escola no Capão Redondo é diferente de outra no Tucuruvi ou no Amapá, inclusive podendo ser diferente de uma escola do quarteirão ao lado: cada grupo de profissionais que compõe uma unidade escolar enfrenta desafios muito distintos. Tudo isso fica de fora de quando aceitamos denominar a escola pública como um sistema ordenado para funcionar mal.

Eu não pretendo, com isso, isentar a instituição escolar de críticas. Como profissional da educação que tem se dedicado a refletir sobre a experiência docente no contexto da escola pública, conheço bem nossos vícios e defeitos. Sabemos, por exemplo, da dificuldade de se trabalhar com turmas lotadas ou com falta de materiais e estrutura adequados, mas esses são reflexos de escolhas governamentais e não características intrínsecas da escola pública. No entanto, nós não vamos encontrar as respostas para nossos problemas recorrendo a fórmulas privatistas, vendidas como o elixir da vida pedagógica. A provisoriedade da escola significa certa abertura para que possamos torná-la um espaço plural, onde demandas diversas se encontram e travam uma disputa interminável. É claro que isso também pode favorecer certos pactos de mediocridade e isso precisa ser objeto de crítica e reflexão, mas para isso precisamos considerar a escola pública em sua materialidade, e não vamos avançar aderindo a um discurso carregado de clichês, feitos para transformar a diversidade de nossas experiências em um mero dispositivo retórico pra vender inovação em educação.


REFERÊNCIAS

SINGER, Helena. Não voltar, recriar a Escola. Disponível em: https://porvir.org/nao-voltar-recriar-a-escola/

BRAYNER, Flávio Henrique Albert. O clichê: notas para uma derrota do pensamento. Por uma consciência ingênua. Educ. Real.,  Porto Alegre ,  v. 39, n. 2, p. 557-572,  jun.  2014 .   Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-62362014000200011&lng=pt&nrm=iso

DUSSEL, Inés. Sobre a precariedade da escola. In: LARROSA, J. Elogio da escola. Tradução de Fernando Coelho. Belo Horizonte: Autêntica, 2017. p. 87–111.


Mais textos podem ser encontrados em https://medium.com/@Thiago_Moreira

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pocket

Posts recentes

Mais lidos

3 comentários em ““Recriar a escola pública”: o clichê nos discursos educacionais”

  1. Diferente do que o texto dá a entender, os estudos que pedem por transformação no sistema de educação nacional não ignoram que a qualidade demanda um maior investimento, tanto que o PNE 2014-2024, que era uma política de Estado, não de governo, e foi impossibilitada no governo Temer com o congelamento de gastos, e vem sendo ignorada pelo atual governo, demandava um investimento de 7% do PIB em 2020 e de 10% em 2024. Com estudos que mostravam que a partir de 2070, com a continuidade do estreitamento da pirâmide etaria, chegaríamos a um investimento necessário de 5%, o que é atualmente realizado.
    No mais fica claro que o autor do texto não é da área da educação, tampouco das humanas.
    Quando se fala de uma escola massificadora, parte-se de um referencial teórico que se ampara na “teoria crítica”. Um Freudo-marxismo que, com a inclusão do existencialismo, tem seu grande representante brasileiro em Paulo Freire. Quando se fala de pilares erodidos, nãoo é da escola pública que se fala, mas dos valores iluministas que eclodiaram em uma realidade alienante, massificadora, onde a fragmentação entre trabalho intelectual e trabalho manual é alienador. Ou você acha que a tal da Singer apoiaria os ensinos voltados ao vestibular, como Etapa, Positivo e Anglo?
    É claro que a compreensão não é fácil. Assim como alguém de humanas não espera facilidade ao se deparar com um texto de “topologia matemática”, seria normal um aluno de exatas não esperar compreender todos os referenciais teóricos sobre a “natureza humana”, “natureza social”, e sobre a dialeticidade entre natureza e objeto, pois não se aprofundaram nos iluministas, em Kant, em Hegel, em Marx, Adorno, Freud, etc. O texto é bom para mostrar a boçalidade de alguém que não é da área, mas se acha capaz de compreender todos os pressupostos sem ter a base teórica.
    Quando se diz que os conceitos são apresentados sem explicações, é exatamente porque as explicações estão em obras como “Fenomenologia do Espírito” de Hegel, “Conscientização e Consciencia” de Alvaro Vieira Pinto, “Dialética do Esclarecimento”, de Adorno e Horkheimer, “Mal estar na civilização”, de Freud, “Pedagogia do Oprimido” de Freire, e tantas outras. Porém, com tanta base teórica, definir tudo de novo nos artigos, faria com que cada um tivesse umas 300 laudas. Então, antes de falar que não há explicação, ou querer entrar no debate, seria melhor ir atrás dos referenciais teóricos.
    Aí no final do texto o cara cita Ines Dussel como se ela não fosse uma das pós modernas que luta pela transformação da escola. Apesar da algumas críticas ao sistema de ensino serem necessárias, o texto é uma piada de alguém que não é da área, e é arrogante ao ponto de se achar mais capaz do que alguém que dedica sua vida ao tema.

    Responder
      • Primeiramente a gente teria que entender o que você quer dizer com “criticar uma perspectiva em educação”. 1- Você quer mostrar, por meio de algum tipo de lógica racional, que alguma perspectiva não retorna os resultados esperados, ou 2 – Você deseja utilizar de alguma metodologia da “teoria crítica” a fim de verificar: para o quê tal sistema serve, a quem, o que pretendem, quais são os resultados possíveis por meio destes, e se o “fracasso escolar” não era justamente o que tal projeto almejava.
        O primeiro pode parecer ser muito mais fácil de ser feito, mas como se realizados por estudos de caso, por recortes individuais que estão situados localmente e culturalmente, deixam de responder as perguntas da teoria crítica, e oculta a possibilidade de analisar se o fracasso escolar é um projeto que busca beneficiar a poucos.
        Mas mesmo que nos municiássemos de alguma perspectiva racional dedutiva (uma teoria sócia construtivista, que se ampara na psicologia do desenvolvimento de Piaget, por exemplo), e a analise referente às instituições escolares evidenciassem o fracasso escolar das públicas frente às privadas, isso não quer dizer que ambas possuem metodologias diferentes. Na perspectiva crítica (para quem, a quem, a que as escolas servem – note que, apesar do senso comum, teoria crítica e sócio construtivismo são coisas bem diferentes), tanto a pública quanto a privada estão imersos na mesma ideologia, que atualmente está representada pelas Diretrizes Curriculares da OCDE e do Banco Mundial. Então, mesmo que a análise de caso seja feita, ainda assim você terá que se amparar em teorias e também na realidade política das instituições, que estão representados pelas Diretrizes e Resoluções emitidos pela federação. O currículo é muito mais do que o que acontece nas escolas e o que está previsto nas Diretrizes. É também toda politicagem e intenção do sistema educacional.
        A transformação que a teoria crítica almeja é uma transformação de “para quem e a o quê” as escolas servem. E essa transformação não é feita apenas no chão da escola, mas também no campo político. A teoria crítica exige que, para as transformações necessárias, o sistema educacional deixe de se amparar em “modelos ideais”, emitidos pela OCDE e Banco Mundial, e passem a buscar a transformação das realidades locais, por meio da “imersão crítica” dos sujeitos em suas culturas.
        É perceptível que o texto afirma desejar algo parecido, mas a teoria crítica, que se ampara em uma longa tradição da “lógica dialética”, evidencia as contradições presentes nos modelos, e a crítica feita à Singer não leva em conta todo o referencial teórico no qual ela se ampara. Quando a teoria crítica fala sobre “criticização”, “imersão crítica”, “conscientização”, parte-se de um referencial teórico sobre a “natureza humana” e a “natureza social”, que pode estar fundadas nos iluministas, nos existencialistas, nos marxistas, nos idealistas, nos freudianos, ou até mesmo nos pragmatistas.
        Então, para realizar o “2”, você tem que estar municiado de algum referencial teórico da filosofia, que busque compreender como se dá a formação da “autonomia”, e da “consciência crítica”. Não existe essa de “eles falam sobre crítica sem definir o que é crítica”.

        Por exemplo: O Brasil Paralelo quis fazer uma crítica à educação nacional, mas para isso fez uma crítica à Paulo Freire, afirmando que o mesmo é marxista, sócio construtivista, e que o modelo nacional se ampara em sua metodologia.
        Quais os erros dessa análise?
        Ninguém, em lugar algum, discordaria da premissa de que a educação nacional é ruim. O que dá para discordar é sobre os porquês de ela ser ruim.
        O Brasil Paralelo afirma que a educação nacional segue o modelo freireano mas, se a gente for verificar a realidade nacional e fizer uma análise nas Diretrizes da Educação, vamos verificar que o Brasil segue o modelo do Banco Mundial, não de Paulo Freire. O modelo do Banco Mundial sim (seguido também pelos outros péssimos colocados no PISA como: Argentina, Peru, México) esse se ampara em sócio construtivistas, como David Schon e Phillipe Perrenoud.
        Mas Freire não ampara o seu método em psicologias da educação, mas em filosofias do existencialismo, que busca pela conscientização e criticização. Então Freire não era sócio construtivista e também não era marxista.
        O Brasil Paralelo afirma que a dialética opressor/oprimido é uma lógica de classes, enquanto, na verdade, ela parte da lógica existencialista de Hegel, sobre a formação da consciência humana, na dialética entre senhor e escravo, que oprime, e impossibilita a transformação para a autonomia e liberdade.
        Então, para se criticar uma teoria da educação é necessário saber quais são suas bases epistemológicas, pois elas, normalmente, só estão mostrando que sem as transformações necessárias, estaremos apenas realizando a manutenção da baixa qualidade educacional.

        Responder

Deixe um comentário