O monólogo do vírus

Por autor desconhecido, via lundimatin.am, traduzido por Pedro Pimenta

Queridos humanos, parem com os seus ridículos apelos à guerra. Parem de me lançar esses olhares de vingança. Desliguem a aura de terror com que embrulham o meu nome. Nós, os vírus, desde a origem bacteriana do mundo, somos o verdadeiro continuum da vida na Terra. Sem nós, vocês nunca teriam visto a luz do dia, e esta não teria visto nem mesmo a primeira célula. Continue lendo “O monólogo do vírus”

Cinco Dificuldades no Escrever a Verdade

Por Bertolt Brecht via marxist.org, tradução de Florian Geyer.

O pensamento não é mais cultivado. E, quando é cultivado, termina sendo perseguido. Mesmo assim, sempre existem campos nos quais, sem perigo de ser apanhado, pode-se exercer com êxito o pensamento; são os campos nos quais até as ditaduras necessitam do pensamento. Pode-se provar os êxitos do pensamento nos campos da ciência militar e da técnica.

Continue lendo “Cinco Dificuldades no Escrever a Verdade”

O cristal vermelho – sobre o realismo de Thiago Cervan

Por Carlos Eduardo Carneiro*

Thiago Cervan sabe que cumprir a função de intelectual não é um dom, é fruto da superprodução de valores de uso da indústria capitalista e que ele, oriundo da periferia do ABC paulista, é uma das exceções que conseguiram, devido à inúmeras circunstâncias de vida, livrar-se da condição de exército reserva de trabalhadores imediatamente desempregados e adentrar nas relações sociais dos artistas, professores e outros intelectuais. Cervan é um assalariado não-proletário, ganha seu salário exercendo a função social de intelectual: é professor, palestrante, escritor.

Continue lendo “O cristal vermelho – sobre o realismo de Thiago Cervan”

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑