Contra a dupla chantagem: refugiados, terror e outros problemas com os vizinhos

Por Ella Whelan, via Spiked Review, traduzido por Anna e Oleg Savitskaia

O velho slogan sobre o fardo branco tem se transformado na culpa branca. Uma entrevista com Slavoj Zizek.


Ele é um filósofo e psicanalista reconhecido. Um destemido marxista hegeliano. E, segundo alguns, “o mais perigoso filósofo do Ocidente”. Ele é obviamente Slavoj Zizek. E, não importa o que mais ele possa ser, Slavoj continua sendo um dos pensadores mais inquiridores e de espírito independente por ai, possuindo um intelecto tão prodigioso quanto são prolíficos seus escritos. Ella Whelan decidiu que estava na hora de fazer algumas perguntas ao próprio grande filósofo sobre a crise de imigrantes, Guerras das Culturas e o seu livro recente “Contra a Dupla Chantagem: Refugiados, Terror e Outros Problemas com os Vizinhos”.

Ella Whelan: No seu livro, o senhor critica o humanitarismo liberal e a resposta emocionalmente excessiva à crise migratória. Por que o senhor acha que isso é um problema?  

Slavoj Žižek: O que me incomoda não é o emocionalismo em si – essas são histórias trágicas. O que quero saber é por que a crise migratória é percebida, pelo menos, na Europa, como um problema puramente humanitário. As pessoas dizem: “Centenas e milhares estão chegando – vamos recebê-los ou não? A Europa tem o coração aberto?” Eu acho que essa fascinação pela desgraça dos imigrantes ofusca outros problemas que são, a meu ver, muito mais importantes. O que não se pergunta é absolutamente crucial: quais são as causas da crise? A prática do neocolonialismo econômico da Europa, as intervenções militares no Oriente Médio e assim por diante. A mudança nesse nível é o que devemos abordar primeiro.

A minha metáfora para a resposta à crise migratória seria cinematográfica. Imaginemos um close-up dos refugiados desembarcando em todo o Mediterrâneo. Mas precisamos mover a câmera para trás para obter um plano de ambientação geral – o que exatamente está acontecendo lá? Estou especialmente desconfiado dessa presteza imediata para se sentir culpado, ser responsável: nós, europeus, pisamos na bola, tudo é a culpa do neocolonialismo. Não é isso que quero dizer quando investigo o contexto.

Essa resposta à crise de imigrantes é um problema porque coloca os refugiados na posição de vítimas totalmente passivas. É como se nós transformássemos o antigo lema racista do fardo do homem branco no da culpa do homem branco. Essa é, creio, a nossa visão racista básica. E quando os refugiados se tornam ativos demais, eles são dispensados como terroristas.

Mas o meu maior problema com todo esse humanitarismo é que as pessoas não estão cientes do que realmente está acontecendo na Europa – o maciço movimento populista anti-imigração. O líder do Partido da Liberdade populista da Áustria teve uma boa chance de se tornar presidente. Pela primeira vez, num país do Oeste Europeu, um puro populista racista e anti-imigrante poderia ter se tornado presidente.

EW: Muitas vezes aqueles que são a favor do controle de imigração são dispensados como sendo simplesmente racistas. Nós estamos ignorando as preocupações genuínas das pessoas com essa séria questão política?    

: Eu não concordo com a atitude habitual da esquerda liberal de dispensar tudo isso como populismo, racismo ou fascismo das classes baixas. Walter Benjamin colocou isso claramente: “Por trás de todo fascismo há uma revolução fracassada”. O que é esse descontentamento das assim chamadas pessoas comuns da Europa Ocidental? Como devemos abordar isso? Esses liberais de esquerda não querem abordá-lo. Eles apenas estão lamentando o fato de que a Europa está perdendo o seu coração. Essa é a minha maior recriminação àquilo que chamo de liberais de esquerda: quanto pior a situação fica, mais se sentem moralmente superiores. Eles gostam de enfatizar o sentimento de horror de que a Europa está se tornando fascista. Bem, o que eles estão fazendo efetivamente para impedir esse horror?

Eu advogo uma visão muito mais complexa, para começar algum tipo de reestruturação da visão econômica, militar e política de toda a situação que causou a crise migratória. A solução não é apenas “vamos abrir nossas fronteiras e deixar todos entrarem”. Isso, acredito, seria o primeiro passo em direção à catástrofe. Estou tentando compreender as preocupações das pessoas comuns sem fechar os olhos para o racismo.

Apesar de todas suas limitações, eu admiro o candidato à presidência dos Estados Unidos Bernie Sanders. O seu sucesso baseia-se no fato de que ele sempre manteve um vínculo com pequenos fazendeiros de Vermont, todos aqueles que normalmente votam em conservadores do Cinturão Bíblico. Hoje em dia, esta é uma tarefa absolutamente crucial. Se nós não fizermos isto, estaremos perdidos.

Vinte anos atrás, lembro-me de ter ficado chocado ao assistir na televisão o então líder da Frente Nacional Jean-Marie Le Pen em um encontro nacional. O que ele fez foi engenhoso. Ele convidou para subir no placo um judeu, um rapaz negro e um árabe, e falou: “olhem para eles, eles não são menos franceses do que eu. Eles são meus amigos, eles não são meus inimigos. Meus inimigos (e é claro que aqui ele chegou perto do racismo anti-semítico) são os implacáveis capitalistas cosmopolitas”. Nesse populismo anti-imigração, não importa o quão manipulado, existe claramente um lado anticapitalista. É apenas deslocado e mistificado.

EWO livro Contra a Chantagem Dupla também examina aquilo que o senhor chama de tabus da esquerda -, por exemplo, islamofobia – e a relutância em julgar certas coisas que as pessoas fazem e dizem, especialmente, quando se trata de imigrantes ou refugiados. Esses tabus estão nos impedindo de ter uma discussão honesta sobre a imigração?  

: As pessoas afirmam que, se os refugiados fizerem algo errado, eles não devem ser responsabilizados. Sempre, de alguma forma, nós é que devemos ser responsabilizados. Mas, se você falar com imigrantes de verdade, e eu falei sim com eles na Alemanha e em outros lugares, eles querem ser tratados como indivíduos responsáveis.

Mas cada comentário crítico que você fizer é instantaneamente denunciado pelos esquerdistas como islamofobia. Percebo que, com muitos esquerdistas, isso envolve não apenas a islamofobia – alguns esquerdistas nem gostam de enfatizar o materialismo ou valores seculares. Sou absolutamente, sem ambigüidades, um materialista. Não quero parte alguma desse retorno da era do sagrado, pós-secular. As pessoas acham que faço parte de alguma conspiração secular ocidental contra o Terceiro Mundo e as pessoas de lá. Eu acho este modo de pensar extremamente perigoso. O cerne emancipatório do legado ocidental – materialismo, pensamento secular, direitos da mulher, subjetividade Cartesiana, subjetividade universal abstrata – isso é mais precioso do que nunca hoje.

Essas são escolhas políticas difíceis, eu sei. É por isso que alguns pós-colonialistas me atacam tanto. Nós temos o capitalismo global, temos que nos perguntar como é que vamos passar por ele. Será que nós aceitamos que precisamos passar através dele no sentido de modernização, secularização? E que essa é a única visão marxista conseqüencial? Ou deveríamos jogar esse jogo e exigir que o Iluminismo Europeu seja desacreditado em razão dos horrores que causou e argumentar que hoje em dia a única resistência ao capitalismo global pode se originar no Terceiro Mundo, nas tradições indígenas: tradições africanas, tradições latino-americanas, etc.

Eu não compro essa segunda versão, não somente porque é ineficaz, mas porque acho que combina perfeitamente com o lugar em direção para o qual o capitalismo global está caminhando hoje. Não há absolutamente nada de subversivo nesta idéia de que devemos preservar ou ressuscitar alguma tradição antiga de encontros comunais, a solidariedade da comunidade inteira em relação aos direitos individuais. Não acredito que haja nenhum potencial emancipatório substancial nisso. A China está fazendo isso hoje. Recentemente, em Amsterdã, tive um debate com um dos pensadores políticos chineses cuja linha de pensamento era assim: “vocês no Ocidente têm uma modernidade destrutiva porque a sua modernidade está demais nesta veia competitiva cartesiana de direitos individuais. Mas nós, chineses, tivemos sucesso em combinar a modernidade com as antigas tradições confucianas”. Eu não engulo isso.

EW: Um dos maiores problemas que enfrentamos no momento é a atitude auto-humilde do Ocidente. As pessoas dizem: “Quem somos nós para criticar? A Inglaterra fez coisas horríveis no passado e não estamos em posição de julgar”. O passado da Inglaterra ou, ainda, da Europa, nos impedirá de exercer nosso raciocínio crítico e político em relação a outras tradições e culturas?    

: Vejamos este exemplo. O colonialismo britânico fez muitas coisas horríveis na Índia, mas o pior delas foi ressuscitar a opressiva tradição hindu de castas. Antes da colonização britânica, a tradição de castas já estava se desintegrando por causa da influência do Islã. Mas os colonizadores britânicos perceberam muito rápido que o caminho para governar os indianos não era torná-los iguais a nós ou levá-los à modernidade. Não, um caminho muito melhor para governá-los foi ressuscitar suas próprias estruturas autoritárias, patriarcais, tradicionais. Os colonialistas não queriam criar modernizadores. Não, os colonialistas inteligentes sempre preferem manter a maioria dentro de suas próprias estruturas tradicionais. Eles nunca queriam que os Indianos se tornassem iguais a nós. Aldous Huxley escreveu sobre sua experiência na Índia nos anos 1920s e narrou minuciosamente como o colonizador inglês médio amava a cultura indiana tradicional na Índia. Ele examinou como eles descreviam os Ocidentais como vulgares, preocupados apenas com a dominação tecnológica. O ordinário e pobre sacerdote hindu indiano, em contraste, tinha uma espiritualidade incrível e a sabedoria que ultrapassava de longe a cultura ocidental. A mesma coisa está acontecendo com os refugiados – por que nós iríamos querer que eles fossem como nós se somos tão horríveis?

EW: Frequentemente o senhor critica a nossa obsessão com a cultura. Estamos vivenciando as Guerras Culturais, com racismo, sexismo e políticas de gênero dominando o cenário político. Por que a cultura virou uma tal obsessão? E, especialmente em relação à crise migratória, ela substituiu a tão necessária discussão política mais ampla?

: Eu realmente acho que hoje em dia o racismo e o sexismo são problemas. Mas não gosto da culturalização do racismo, onde o problema se torna o problema da tolerância. Se você ler os discursos de Martin Luther King e procurar a palavratolerância, você descobrirá que ela está praticamente ausente. Ele não percebia o racismo em termos de tolerância, mas em termos de economia e política. Ele viu que isso foi o âmago do argumento. O que eu odeio hoje é esta associação automática do racismo com a tolerância – ‘nós não toleramos seu modo de vida, nós deveríamos entendê-lo mais’. Isso é a culturalização.

Para mim, o problema com o racismo nos Estados Unidos não é que nós não estamos abertos o suficiente a pessoas negras. O problema é que eles são sistematicamente marginalizados por causa de sua situação econômica. O problema não é o de tolerância. Temos um problema real com o racismo, mas a maneira como percebemos esse problema mistifica-o.

Outro exemplo é assédio. É claro que sou contra assédio, mas fiquei bastante surpreso pela forma como, muitas vezes, ele é uma noção ambígua. O tempo que passei nos Estados Unidos me ensinou que isso também pode ter uma dimensão de classe muito clara. Para muitos acadêmicos e liberais da classe média, o assédio significa que eles realmente não conseguem tolerar a presença de pessoas vulgares, agressivas, comuns. Lamentar o assedio é uma maneira das classes médias altas manterem sua distância de pessoas comuns.

É evidente que nós falamos sobre a cultura para não falar sobre a economia. Isso, para mim, é a tragédia da política esquerdista das décadas de 1970 e 1980. Nós ainda temos greves, mas a política basicamente esquerdista virou a política cultural. É óbvio que não devemos simplesmente retornar à economia pura. Mas, por outro lado, segundo argumentam muitos filósofos e até economistas, o capitalismo de hoje se transforma cada vez mais em aquilo que podemos chamar condicionalmente (e sei que é um termo complicado) de capitalismo cultural.

Usando um exemplo corriqueiro mais estúpido: quando você usa uma calça jeans estonada com rasgos nos joelhos, está tentando passar certa impressão. Nós não compramos produtos apenas para satisfazer nossas necessidades, ainda que essas necessidades sejam imaginárias. Nós literalmente definimos a nos mesmos através dos bens que adquirimos – definimos a nossa identidade ao comprar o que compramos. Uma vez, um amigo russo me deu um ótimo exemplo um tempo bem atrás, da década de 1990, quando a situação era muito mais coerciva. As mulheres comuns, nem todas, mas aquelas que se achavam sexualmente atraentes, costumavam experimentar vestidos ou maquiagem que nós teríamos identificado com prostitutas. Mas as verdadeiras prostitutas usavam conjuntos cinza para parecerem mais educadas, como empresárias. Bem, ali estava este maravilhoso desvio – você reconhece uma prostituta quando ela aparece como empresaria, mas quando a prostituta parece uma prostituta, ela, definitivamente, não é prostituta.

Essa dimensão cultural do capitalismo está ficando incrivelmente importante. Eu acho que o problema por trás disso, e isso é subestimado por democratas sociais racionais, adeptos do iluminismo e anti-apaixonados como Habermas, é o puro sentimento de pertencimento libidinoso. Nós queremos pertencer e definimos nosso pertencimento através daquilo que fazemos. Eu tenho o senso de pertencimento mas isso é uma força incrivelmente material. A força desse pertencimento é precisamente o resultado de uma economia de mercado global porque a economia de mercado global desintegra os vínculos tradicionais que teriam normalmente proporcionado o senso de pertencimento. Você precisa satisfazer essa necessidade de pertencimento – então, você precisa de outras maneiras de pertencer, as quais não são realmente um retorno à tradição.

Portanto, se olharmos para todos esses movimentos fundamentalistas, desde a Polônia até o Boko Haram e o ISIS, acho que eles são o paradoxo: conteúdo tradicional em forma pós-moderna. Eu falei com algumas pessoas da Nigéria que me disseram que o Boko Haram parece ser puro tradicionalismo fundamentalista. Mas na forma como eles são organizados, eles são ultra-modernos, flexíveis, como uma organização revolucionária. Então isso é uma tensão incrível entre a forma e o conteúdo. Até nos Estados Unidos, o fundamentalismo cristão é falso – ele não é realmente fundamentalista. É uma grande viagem egóica. Eles já são parte da cultura moderna de autopromoção.

EW: A política de identidade e a guerra ao sexismo, racismo, homofobia e assim por diante, aparentemente não se aplicam a refugiados se eles forem homofóbicos ou racistas. Isso porque os Ocidentais não estão dispostos a tratar os imigrantes no mesmo nível intelectual que eles?

SŽ: Eu sou pessimista neste respeito. Concordo com você sobre o limite da política de identidade. Estou especialmente cético em relação a ela, e aqui eu sigo Gilles Deleuze, que falou que é absolutamente crucial manter um vínculo com a universalidade. O verdadeiro perigo vem com a argumentação de que apenas a mãe lésbica solteira pode compreender o que significa ser mãe lésbica solteira, ou que apenas o homem gay pode compreender o que significa ser gay. Eu acho que tal ponto de vista, tal enfraquecimento da universalidade, é catastrófico. Não vejo nenhum potencial emancipatório em contar com ou referir-se à sua própria identidade particular como acima da crítica, como uma identidade inquestionável.

Nós temos dois tipos de identidade: a política identitária multicultural e a identidade dos imigrantes. Mas por que há tanta tensão entre as duas? Precisamente porque elas são, ao mesmo tempo, radicalmente diferentes e esquisitamente próximas. Elas deslocam-se no mesmo terreno – o terreno de controle rigoroso. Por exemplo, na maioria dos fundamentalismos religiosos, as relações sexuais são rigorosamente codificadas. Mas, de certa maneira, a mesma coisa está acontecendo com o nosso politicamente correto – a maneira como somos permitidos a abordar a identidade sexual de alguém, e a maneira como falamos sobre ela, são rigorosamente controladas.

Apesar de serem radicalmente opostos, a atitude politicamente correta e o fundamentalismo religioso compartilham essa característica de controle rigoroso. Em ambos os extremos, controlamos rigorosamente como agimos, o que é proibido, quão rápido você se aproxima de uma barreira. Mas a interação humana não funciona assim. Todas as regras podem ser alteradas.

EW: No seu capítulo final, você expressa o desejo de cortar através da neblina ideológica que impede as pessoas de ter uma discussão aberta e honesta sobre a crise migratória. O senhor argumenta que devemos adotar uma abordagem mais material, política e economicamente. Para onde vamos a partir daqui?

SŽ: Você mencionou a honestidade, e, em certo nível, eu gosto da hipocrisia – mas não da hipocrisia ruim. O que quer dizer honestidade? Digamos que nos encontramos na rua. Você é minha amiga e percebe que estou com uma doença terrível e não pareço estar bem. A coisa honesta a dizer seria: “Você não está muito bem, parece que você vai morrer”. Não, eu sou completamente a favor da hipocrisia e da polidez. Mas como você ou eu se sentimos não é em si um argumento para nada. Tenho absoluta certeza de que existem racistas sinceros que são verdadeiramente horrorizados por pessoas de outra raça. Mas isso não é um argumento. Quando o racista diz: “desculpe, mas isso não é uma ideologia, eu apenas não suporto pessoas negras”, a resposta deve ser: “Meu Deus, seus sentimentos estão errados”. Eu defendo um espírito realmente racionalista, crítico, onde você não confia em nenhum desses sentimentos ou identificações imediatas.

Aqui sou um bom freudiano. Freud sempre deixou isso claro – se você olhar fundo dentro de si mesmo, para o âmago de sua personalidade, você não encontrará alguma verdade espiritual mais profunda. Ao invés disso, você encontra a mentira fundamental – as fantasias e as coisas sujam que definem você. O objetivo dos psicanalistas não é simplesmente superar essas coisas, mas perturbar e reestruturá-las. Isso é o que devemos apreender com tais lutas culturais. As lutas culturais não devem ser simplesmente; “Eu tenho a minha cultura, você tem a sua e devemos compreender um ao outro.” Há horrores no coração de cada cultura. Como disse Walter Benjamin: “Não existe documento da civilização que não seja ao mesmo tempo documento da barbárie.” O problema é como enfrentar o cerne de como nos sentimos, como desejamos. Nossos próprios fundamentalistas culturais afirmam que a cultura é uma experiência autêntica no cerne mais íntimo de nosso ser. Tal afirmação é falsa. Falsifique-a, finja-a, supere-a, mas não acho que este apelo a algum cerne íntimo (ainda que seja o de nossa própria cultura) tenha valor algum. Certamente não tem nenhum valor emancipatório. Nossas atitudes mais íntimas são algo que aprendemos, mas elas também podem ser alteradas. Nunca devemos nos esquecer disso.


Slavoj Zizek é pesquisador sênior no Instituto de Sociologia e Filosofia na Universidade de Ljubljana e professor global distinto de alemão na Universidade de Nova Iorque. Ele escreveu muitos livros, inclusive “Bem-vindo ao Deserto do Real” (2002), e, mais recentemente, “Contra a Chantagem Dupla: Refugiados, Terror e Outros Problemas com os Vizinhos” (2016)

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