Do lugar identitário ao punitivismo: um caminho natural

Por Inês Maia

A crença cega na impossibilidade da transformação efetiva; o apego às limitações ao poder instituído; a busca por um lugar ao sol – quando o sol deveria ser para todos; o fetichismo de uma representatividade fechada nos moldes da vida do espetáculo e do consumo; a fé na racialização social e não na tentativa de implodir o seu significado; a ação prevista conforme os marcos colonialistas; o total afastamento do pertencimento à classe trabalhadora, e; para lacrar – a judicialização das ideias, agora avaliadas pelos senhores promotores; foram os resultados de uma teoria que, sustentando o lugar formatado pela realidade assassina e exploratória da modernidade capitalista, esvaziou do horizonte de muitos jovens uma transformação efetiva que tenha como horizonte a experiência da igualdade social radical. Continue lendo “Do lugar identitário ao punitivismo: um caminho natural”

O fascismo da batata: Crítica de Badiou a Deleuze

Por Alain Badiou, via Scribd, traduzido por Matheus Cornely e Daniel Alves Teixeira

Hoje podemos elaborar o balanço – ontológico – mais geral dos anos 60 e 70. No cerne da questão, há a ideia de que o levante de massas de maio de 68 – como revolta popular sem precedentes – aos olhos de seus protagonistas intelectuais, não teria tido uma ossatura de classe tangível e que, por isso, seria concebível como uma insurreição dos múltiplos. Continue lendo “O fascismo da batata: Crítica de Badiou a Deleuze”

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑