“Há uma tendência a fetichizar o fetiche”: entrevista com Karl Reitter

Por Karl Reitter, via ViewPoint Magazine, traduzido por Ramon Frias

Essa entrevista com Karl Reitter, originalmente publicada na Junge Welt, apresenta aspectos de sua crítica da “nova leitura de Marx” alemã (Neue Marx-Lektüre), que está começando a ser traduzida mais amplamente ao Inglês. A entrevista marca a publicação em março da coleção em alemão, editada por Reitter, chamada “Karl Marx: Filósofo da Emancipação ou Teórico do Capital? Por uma Crítica da ‘Nova Leitura de Marx’” (Vienna: Mandelbaum, 2015).

A Viewpoint tem tentado contribuir à ampliação da recepção da “nova leitura de Marx” em inglês, publicando, dentre outras coisas, uma tradução do panorama geral de Ingo Elbe das várias “leituras de Marx”. A tradução dos escritos de Michael Heinrich, incluindo o importante manual Introdução aos Três Volumes do Capital de Karl Marx (New York: Monthly Review, 2013), é um evento importante, e traduções vindouras de seus escritos mais acadêmicos, juntamente com as originais e seminais contribuições de Hans-Georg Backhaus e Helmut Reichelt, terão um impacto vital não apenas na recepção anglófona da teoria Marxista, mas também na proliferação de pesquisas mais avançadas sobre os vários “retornos a Marx” europeus que foram nutridos pela Nova Esquerda. Consideramos a nova leitura de Marx como tendo feito uma contribuição essencial em submeter os escritos de Marx a um escrutínio conceitual rigoroso, desvelando a relação lógica entre categorias que podem ser obscurecidas pelo caráter incompleto do trabalho de Marx e uma tradição hermenêutica frequentemente mistificadora. Sua crítica do que chama de a teoria do valor “substancialista”, intimamente amarrada a interpretação historicista das categorias do valor e a filosofia “naturalístico-determinística” canonizada pelos partidos Comunistas oficiais, converge com críticas paralelas avançadas na França e na Itália. Por essa razão, segundo Reitter, consideramos a abertura de Heinrich frente a Louis Althusser ser um ponto alto na fertilização cruzada dos Marxismos Europeus.

Entretanto, o calibre da erudição representada pela nova leitura de Marx, juntamente com seu límpido poder explicativo, tem às vezes levado leitores ingleses a imaginar que podemos agora dar por encerrada a tradição marxista. Isto seria um erro. Não há apenas um debate considerável dentre os marxistas de língua alemã sobre a interpretação das próprias categorias, como a entrevista de Reitter atesta. Há também importantes e profundas lacunas no interior da nova leitura de Marx, refletidas pelo título do livro editado por Reitter: o problema da emancipação e a luta para conquista-la, ao qual Marx devotou incontáveis páginas e sua vida política inteira. Obviamente, esta não é apenas uma questão da filosofia: os insights de Marx derivam de investigações da história da formação da classe trabalhadora, do poder do Estado, e formas de resistência nas plantações, nas ruas e nas fábricas.

Devemos adicionar aos pontos de Reitter que a bête noire da nova leitura, por vezes chamada de “Marxismo tradicional” ou “Marxismo como visão de mundo” – a concepção falha de Marxismo que supostamente dominou a história inteira do movimento operário – não pode ser tão prontamente dispensada. Alguns críticos contemporâneos parecem argumentar que por conta do movimento operário ter sido dominado por uma leitura incorreta da crítica da economia política de Marx, ela não teria nada a nos oferecer agora.

De fato, agora que estamos livres da atmosfera repressiva e dogmática do Comunismo institucional, poderia ser o momento ideal para revisitar a teoria política do movimento operário – e este tem, certamente, estado no cerne do projeto da Viewpoint. Assim como as próprias declarações filosóficas e metodológicas de Marx nem sempre refletiram precisamente a inovação que pode ser entendida de sua prática teórica – um ponto que a nova leitura tem habilmente demonstrado, desde seu início, com referência às categorias do valor – os teóricos do movimento operário geraram novos insights nem sempre explicáveis nos termos da problemática da doutrina oficial do partido. Bem como recobrimos os insights vitais ao desenvolvimento do capitalismo e suas crises que as categorias do valor de Marx podem nos trazer, também pode uma nova leitura do movimento operário e sua heterogeneidade formar a fundação para a reflexão teórica sobre a luta de classes hoje. Embora a entrevista de Reitter não se refira a todos os pontos precedentes, sua insistência de que o Capital não é, principalmente, um texto sobre o sujeito “autônomo” do capital, mas as relações sociais específicas que subjazem o capitalismo e seus conflitos constitutivos, provê um importante desafio. A luta de classes, nessa leitura, não é um simples aditivo às teorias do valor ou crises; ela indica o movimento histórico que abre-se à possibilidade de emancipação, um movimento o qual é irredutível a qualquer determinismo.


Reinhard Jellen: Qual a ideia central de Karl Marx?

Karl Reitter: Em suma, Marx estava preocupado em detectar os elementos no desenvolvimento econômico e social que fazem possível uma sociedade emancipada. O aspecto mais importante me parece ser o desenvolvimento das forças produtivas do trabalho. Estas não se limitam a tecnologia, ciências naturais, ou estruturas de comunicação. Forças produtivas não são coisas, mas capacidades de seres humanos socializados que se materializam em coisas. É precisamente essa perspectiva que Marx chama de científica.

RJ: O que isso quer dizer?

KR: Quer dizer reconhecer momentos de emancipação na dinâmica do desenvolvimento sócio-histórico. Em poucas palavras, Marx cede a um certo determinismo, em que postula a superação do capitalismo como uma lei objetiva. Muitas vezes, a crítica a esse determinismo resulta também no repúdio da ideia central de Marx. Ou, como pusemos no título do nosso livro, um filósofo da emancipação é transformado em um teórico que simplesmente nos ilustra como o capitalismo funciona. A assim chamada “nova leitura de Marx” desempenha um grande papel a esse fim.

RJ: Os autores dessa tendência criam uma coesão afrouxada. Qual é a sua afirmação principal?

KR: Que a luta de classes é insignificante e não há momento imanente que frature a sociedade. Tudo que permanece é o capital “sujeito automático”, que impõe diretrizes para a atuação de acordo com a lógica da maximização dos lucros e a lei do valor a todos, por todas as classes. O sistema capitalista é, de acordo com essa lógica, sustentado por uma opaca e impermeável coerência de máscaras e fetiches que, naturalmente, estende-se por todas as classes, mais uma vez, mantendo as pessoas cativas em ignorância e mal-entendidos. Apenas os teóricos da “nova leitura de Marx” lançaram alguma luz sobre essa escuridão, se posso acrescentá-lo com alguma ironia.

RJ: Essa leitura apresenta o trabalho de Marx de uma maneira unilateral, distorcida ou falsificada?

KR: Em um de seus primeiríssimos escritos “Glosas Críticas Marginais ao Artigo “O Rei da Prússia e a Reforma Social”. De um prussiano.“, Marx distingue duas dimensões do processo revolucionário: de um lado, escreve, o poder político (Estado) deve ser derrubado. De outro, as relações sociais devem ser mudadas e transformadas. Essa dimensão política é particularmente aparente em seus escritos sobre a França, i.e., sobre a revolução de 1848 e a Comuna de Paris de 1871. A dimensão social é discutida no Capital e suas obras preparatórias.

RJ: Como assim?

KR: Marx distingue, como afirmei, o poder estatal imediato, que deve ser derrubado e substituído por uma democracia de conselhos, da dominação social do Capital. A última, por sua vez, só pode ser superada por uma mudança das formas econômicas, significando que o trabalho pode não mais assumir a forma de trabalho assalariado, os meios de produção não mais a forma de capital, e a terra não mais a forma de propriedade privada de terras. As investigações de Marx sobre o poder estatal e político, que são independentes e de forma alguma deriváveis de sua análise do capital, são amplamente ignoradas na “nova leitura de Marx”. Similarmente, não se interessa pela dominação social nos poros do dia-a-dia do trabalho. Aqui, um “sujeito automático” supostamente impera.

RJ: Em que medida a “nova leitura de Marx” é legatária ao estruturalismo de Louis Althusser, e com que consequências?

KR: Não há nenhuma influência persistente de Althusser nesse tipo de interpretação de Marx. Hans-Georg Backhaus e Helmut Reichelt, dois importantes protagonistas dessa corrente, deveriam ser caracterizados como alunos de Theodor W. Adorno. Com respeito a Michael Heinrich, por outro lado, a influência de Althusser é claramente evidente. Isto pode ser visto na estranha noção de que uma compreensão adequada do capitalismo deveria ser desenvolvida unicamente nas bases de uma “média ideal” desse modo de produção. As mudanças históricas das relações do capital são, dessa forma, olhadas por cima e dispensadas como variações do sempre o mesmo. Temas como a transformação do Fordismo ao Neoliberalismo ou o significado da crise financeira de 2008 e suas consequências são relegadas a um status irrelevante. A situação é similar a respeito do papel da luta de classes. Como fenômeno, não é contestada, mas é considerada como não tendo significância a respeito de uma compreensão adequada do capitalismo. Eu vejo como absurdo pensar que se poderia ter uma compreensão suficiente do capitalismo sem sua história.

RJ: Quais são as acusações dos representantes da “nova leitura de Marx”?

KR: Que ele simplesmente falhou. Backhaus diz que Marx nunca foi capaz de autenticamente delinear sua teoria do valor. Heinrich escreve um artigo após o outro nos quais ele alega que Marx nos deixou com um projeto inconclusos com enormes lacunas. Engels recebe o papel do vilão que estragou a publicação dos volumes II e III do Capital e supostamente falsificou o texto. Assim é Marx divulgado à crítica acadêmica.

Gerações de Marxistas tem sido, e ainda são, capazes de decifrar aspectos básicos das relações societárias com as ferramentas conceituais que Marx nos deixou. No presente momento, precisamos usar essas ferramentas para entender, por exemplo, a significância alterada do setor financeiro. No entanto, novamente, os protagonistas da assim chamada nova leitura de Marx raramente enfrentam essa tarefa, especialmente enquanto esses desenvolvimentos ocorrem além da fatídica média ideal.

RJ: Que significância as categorias “classe” e “luta de classes” possuem no Capital?

KR: A luta de classes imediatamente determina magnitudes econômicas relevantes, contrariamente ao engano amplamente disseminado de que as magnitudes do valor são todas determinadas objetivamente pela lei do valor. Nada poderia ser mais incorreto que essa opinião: obviamente, o valor de uma mercadoria é determinado pela lei do valor de acordo com Marx, e o tempo de trabalho socialmente necessário afirma-se a si mesmo violentamente pelas costas dos atores como uma “lei regulativa da natureza” [1]. O montante de mais-valia , por outro lado, é determinado no interior de certos limites – salários não podem afundar a zero, o tempo de trabalho não pode se estender além de certa medida – exclusivamente pela luta de classes. Isto é claramente afirmado no Capital. A intensidade de trabalho e a duração da jornada de trabalho são decididas na luta de classes. Não há nenhuma lei objetiva que, digamos, obrigue quatro, seis ou mesmo oito horas de mais-trabalho. “A própria natureza da troca de mercadorias não impõe limite à jornada de trabalho”. [2] A duração de mais-trabalho determina a magnitude da mais-valia que, por sua vez, assume a forma de lucro, como juros e renda. O montante de lucro, por sua vez, regula a velocidade da acumulação de capital, etc. O lucro é a luta de classes congelada na forma material [dingliche] do dinheiro.

A equalização da taxa de lucro possui também consequências de longo alcance para a teorização de classe: “nós, dessa forma, temos uma demonstração matematicamente exata do porque dos capitalistas, não importa quantas farpas troquem entre si em sua mútua competição, serem, contudo, unidos por uma real maçonaria, cara a cara com a classe trabalhadora como um todo”. [3] Obviamente, essa “maçonaria” também é capaz de, e compelida a, uma concordante política de classe burguesa, que é o resultado imediato de processos e interesses econômicos.

RJ: Mas o montante de juros não é imediatamente determinado pela luta de classes…

KR: Certo, mas é determinado por decisões políticas sobre economia. Não há lei para o montante da taxa de juros, como Marx explicitamente descreve. [4] Esse montante é determinado pelas expectativas, esperanças e medos dos possuidores do dinheiro e, sobretudo, pelas decisões políticas dos chefes de comando do capital financeiro. Ele pode flutuar entre zero e a taxa de lucro média. A taxa de juros, por sua vez, influencia o valor fictício das posses de terra, cujo rendimento é interpretado como juros e, dessa maneira, é calculado de volta ao valor dos pedaços de terra. Além disso, há efeitos sobre o rendimento de ações, que tende a ser acima da taxa de juros média e abaixo da taxa de lucro média.

RJ: Quais são as consequências?

KR: Magnitudes econômicas tais como salário, mais-valia e, portanto, lucro, mas também a taxa de juros e as magnitudes econômicas que influencia, são de forma alguma determinados por forças anônimas do mercado, mas – e é como Marx o coloca – por conflitos sociais, por um lado, e decisões no mundo das finanças, por outro. Podemos, assim, ver: categorizar todos os aspectos da economia com a frase de efeito “estritamente objetivo” é verdadeiramente distorcer as explanações Marxianas. A “nova leitura de Marx”, no entanto, sugere, com sua interpretação do Capital, que o mundo econômico seja completamente determinado pela lei objetiva do valor; e a esse mundo estritamente livre da luta de classes, a luta de classes pode ser adicionada – ou não.

RJ: E que significância os representantes dessa perspectiva concedem à luta de classes?

KR: A resposta é simples: nenhuma. Para alguns aficionados da “nova leitura de Marx”, fenômenos da luta de classes ainda obtém uma inclinação problemática: resistência e luta de classes devem desdobrar-se para além de suas iluminadas alturas de conhecimento; elas ameaçam desdobrar em desastroso ressentimento, nos é ensinado. Por exemplo, aquele que luta “meramente” por maiores salários não está em posição de ver através das estruturas e formas do capitalismo.

RJ: Seria, então, o capitalismo uma forma de dominação pessoal ou objetiva? Ou ambos? Seriam as restrições práticas do capitalismo reais ou apenas construtos ideológicos?

KR: Toda forma de dominação social é sustentada por condições que ela não pode arbitrariamente manipular. A respeito disso, é banal apontar que as restrições objetivas também existem para dominar classes. Que a lei do valor também seja aplicada a elas não muda nada sobre o caráter de dominação social. A compulsão a vender força de trabalho, a compulsão a precisar comprar produtos do trabalho como mercadorias aparece como uma restrição objetiva, prática, mas é devida as relações de classe e, portanto, podem também ser mudadas. Coisas [Sachen] não dominam, mas seres humanos dominam seres humanos por meio de coisas [Dinge]; preferivelmente por meio de mercadorias, dinheiro, posse e propriedade: Marx, assim, diz que as relações de dominação aparecem “disfarçadas como relações sociais entre coisas” [5]. Além disso, o poder político é exercido nos termos das classes dominantes. Formas de dominação de classe tais como a legislação parecem estar ausentes do mundo conceitual da “nova leitura de Marx”.

Os eventos em torno da Grécia dão evidências de que não há um chamado sujeito automático prescrevendo um cálculo para ação às classes dominantes. As demandas coercitivas da “Troika” não são, para o capitalista individual que deve orientar-se de acordo com as restrições do mercado, nem deduzíveis nem compreensíveis. Além disso, dominação de classe é ligada e entrelaçada com outras formas de dominação, e vice-versa. Os representantes da “nova leitura de Marx” não percebem essas conexões.

RJ: Como, então, os fetichismos e as relações de classe são mediados um com o outro?

KR: Fetiche significa tomar algo por algo que não é. Uma forma importante de fetichismo é tomar o pagamento pela força de trabalho como pagamento pelo trabalho em si. Por conta da relação capitalista representar a si mesma diferentemente do que é, produzem-se enganos e se sugerem falsas conexões. Desse modo, esses fenômenos asseguram a dominação capitalista. No contexto da “nova leitura de Marx”, no entanto, há uma tendência de fetichizar o próprio fetiche. A análise da mercadoria e do fetiche da mercadoria são conjuradas em uma ontologia compreensiva do ser societário; alguns aspectos da análise da mercadoria são tomadas pelo todo. Desde que essa análise é fundamentalmente baseada na primeira parte do primeiro volume do Capital, em que classes, exploração e luta de classes ainda não são discutidas, mas onde Marx, ao invés, primeiro investiga a superfície da circulação, Gerhard Hanloser e eu cunhamos o termo “Marxismo da circulação”. A mentalidade no interior da nova leitura de Marx possui uma forte tendência a essa direção. [6]

RJ: Esses intérpretes de Marx possuem algum ponto forte?

KR: Sendo honesto, não posso reconhecer qualquer. Talvez poderia se dizer ao crédito deles que eles formulam um sério interesse em Marx e demandam confrontação com seu trabalho. Dado o deslocamento do pensamento Marxiano das universidades, isso precisa ser avaliado positivamente. No entanto, o gesto com que “a nova leitura de Marx” apresenta a si mesma vai contra essa volta ao engajamento com Marx. Eles tendem a se distanciar do “Marxismo-ML” dos anos 60, que praticamente ninguém reivindica hoje. Erigidos nessa polêmica barata, outras correntes são vilonizadas como Marxismo do movimento operário, Marxismo como visão de mundo, substancialismo ou crítica simplista [verkürzte] do capitalismo. Ingo Elbe, um aluno de Michael Heinrich, comentou sobre nosso volume editado dizendo que ele trazia “denúncias” que “não coincidentemente lhe lembram dos tempos mais sombrios do movimento comunista”. Obviamente, esta é uma alusão aos julgamentos de Moscow de 1936-1938. Similarmente absurda e irritante é a constante afirmação da alegação de que a “nova leitura de Marx” é legatária a uma meticulosa filologia de Marx, como Michael Heinrich sugere. Como mostramos em numerosos exemplos em nossa introdução, isso simplesmente não é verdade. Passagens que não se encaixam no conceito são simplificadas, ignoradas ou imputadas contra Marx como erros e recaídas ao pensamento de David Ricardo. Eu gostaria de ler a seguinte declaração de Marx num texto de um dos representantes da “nova leitura de Marx”: “agora o trabalhador assalariado, bem como o escravo, precisa ter um mestre, para fazê-lo trabalhar e governá-lo”. [6]

RJ: Como pode ser explicada a popularidade da Neue Marx-Lektüre?

KR: Eu vejo três aspectos: primeiro, a abordagem deles avança a alegação de que poderia haver um Marx sem luta de classes ou referência ao comunismo. Sem engajamento social ou mesmo revolucionário, ele pode ser lido como um acadêmico. Segundo, mistificar as conclusões feitas pelo revolucionário filósofo e economista faz uma associação possível com a crítica acadêmica e neo-ricardiana de Marx. E, terceiro, o selo Neue Marx-Lektüre, tão cuidadosamente cultivado por seus protagonistas, faz a alegação de ser a corrente mais avançada, que lê Marx de acordo com o tempo.


1. Karl Marx, Capital, Volume 1, trad. Ben Fowkes (Harmondsworth: Penguin, 1976), 168.
2. Ibid., 344
3. Karl Marx, Capital, Volume 3, trad. David Fernbach (Harmondsworth: Penguin, 1981), 300.
4. Ibid., 505-506.
5. Marx, op. cit. (1976), 170.
6. Marx, op. cit. (1981), 510.

Karl Reitter leciona filosofia e publicou o livro “Prozesse der Befreiung: Marx, Spinoza und die Bedingungen eines freien Gemeinwesens” [Processos de Emancipação: Marx, Spinoza e as Condições de uma Comunidade Livre] em 2011. Esse ano ele editou o volume Karl Marx. “Philosoph der Befreiung oder Theoretiker des Kapitals? Zur Kritik der ‘neuen Marx-Lektüre'” [Karl Marx. Filósofo da Emancipação ou Teórico do Capital? Uma Crítica da “Nova Leitura de Marx”].

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